O governo de Mato Grosso admitiu neste sábado (26) que houve negligência na simulação da Polícia Militar que resultou na morte do menino Luís Henrique Dias Burlhões, de 13 anos, atingido na cabeça por um tiro disparado por engano.
Várias pessoas participavam de uma apresentação da Polícia Militar na Escola Municipal Princesa Isabel, em Rondonópolis. A PM simulava o resgate de um seqüestro com refém. Em vez de balas de festim, balas de verdade foram usadas no evento.
Outras nove pessoas atingidas, entre elas seis crianças, foram levadas para o mesmo hospital. Cinco já foram liberadas e quatro continuam internadas.
O boletim médico informou que já foram liberados Lindersan da Conceição, 9 anos; Gislaine Karine Pereira, 11 anos; Franciele Lopes Ferreira, 12 anos; Ellen Karine Mendes da Silva, 13 anos; e Maria Aparecida do Nascimento, 78 anos.
Outras duas pessoas passaram mal após o acidente e foram encaminhadas para o Hospital Municipal Antônio Santos Muniz, mas já foram liberadas.
Já não basta o medo de levar uma bala perdida, temos que ter medo de uma simples simulação. Se os nossos policiais não sabem nem a diferença de uma bala de festim e uma de verdade [não que eu saiba, pois não recebi treinamento para isto] imagine se são realmente capazes de nos proteger.
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